A infância é uma fase decisiva para o desenvolvimento de hábitos que podem acompanhar o indivíduo por toda a vida. É nesse período que ocorrem as primeiras descobertas, o aprendizado e a construção da identidade. Por isso, especialistas defendem que a educação financeira deve começar cedo, como forma de preparar as crianças para lidar com o dinheiro de forma consciente e responsável.
“É importante orientar sobre os benefícios de se poupar logo cedo, reduzindo a probabilidade de endividamento no futuro”, afirma Bruno Fernandes Vendruscolo, Consultor de Negócios da Central Sicredi Brasil Central.
Para Celso Figueira, presidente da Central Sicredi Brasil Central, ensinar desde cedo o valor do dinheiro é essencial.
“As crianças precisam entender que brinquedos, roupas e passeios desejados dependem do dinheiro. A educação financeira desde a infância é de suma importância. Elas aprendem a ganhar, poupar e gastar com sabedoria — os primeiros passos para uma boa gestão do orçamento no futuro.”
Com crianças cada vez mais conectadas e curiosas, há diversas formas de abordar o tema de maneira leve e divertida:
Desenhos e jogos educativos sobre finanças
Brincadeiras que envolvem metas e recompensas
Diálogos constantes sobre escolhas e prioridades
Bruno lembra que o endividamento não é apenas uma questão econômica, mas também emocional.
“Pessoas com dívidas sofrem mais com estresse, depressão e desgaste familiar. A educação financeira é também uma questão de saúde e bem-estar.”
O tradicional cofrinho continua sendo uma ferramenta eficaz para introduzir o hábito de poupar. A dica é usar dois tamanhos diferentes e incentivar a criança a alternar onde guardar as moedas, criando uma dinâmica que estimula o raciocínio e a disciplina.
“Isso materializa o esforço de juntar e guardar dinheiro. Claro que deve ser incentivado até certa idade, pois depois os jovens já podem entender sobre poupança e rendimentos. Mas guardar dinheiro em casa não é recomendado, pois não gera rentabilidade nem movimenta a economia”, explica Bruno.
Apesar de gerar debates entre especialistas, a mesada pode ser uma estratégia eficaz. Ao receber uma quantia regularmente, a criança aprende a:
Fazer escolhas
Cumprir metas e combinados
Planejar gastos e poupar para objetivos maiores
“A mesada estimula a disciplina e o reconhecimento. Pode estar vinculada a atividades já realizadas, como ir à escola, ajudar nas tarefas ou economizar recursos em casa. O valor depende da realidade de cada família, mas o importante é que a criança aprenda a administrar o que recebe”, conclui Bruno.
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